CECOP 2







logocirculo3Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Coordenação Pedagógica, na sua segunda edição – CECOP 2, com carga horária de 405 horas, é voltado para a formação continuada e pós-graduada de profissionais Licenciados em Pedagogia ou em qualquer outra licenciatura, profissionais efetivos da Rede Estadual e/ou Municipal que atuam na área da Coordenação Pedagógica, sem necessariamente terem formação para tal. O currículo do Curso é estruturado em torno do eixo Organização do Trabalho Pedagógico, que sintetiza a dupla abrangência da função de Coordenação Pedagógica numa instituição educacional: o âmbito da escola compreendida como local social de formação crítica e cidadã e o âmbito da sala de aula, espaço no qual a prática educativa acontece de forma planejada e intencional.
28/09/2012
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Elisângela Chaves Ribeiro dos Santos



ANÁLISE CRÍTICA DA PROPOSTA CURRICULAR

  

A Escola Municipal Democrática Santo Antônio, está situada na Rua São João s/n, Bairro São João, na zona urbana de Paratinga - BA. Esta é mantida pela Prefeitura Municipal de Paratinga e pela Secretaria Municipal de Educação a qual norteia todo trabalho escolar nos termos da legislação vigente.

O Sistema Municipal de Educação de Paratinga ainda não dispõe de uma Proposta Curricular sistematizada, que contemple suas particularidades e, que assim, norteie os caminhos a serem percorridos pela educação municipal. Consequentemente as escolas municipais não têm sua Proposta Curricular elaborada, que atenda as necessidades específicas dessa comunidade escolar. Desse modo, ainda desenvolvem suas atividades tendo como referências os livros didáticos e os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs.

Com o passar dos anos os profissionais da Educação vem moldando o ensino buscando atender ao que propõe a educação da atualidade que é transmitir informações acumuladas durante toda existência humana paralela à uma visão futurista, preparando o aluno para o mundo competitivo.

Na busca de um ensino-aprendizagem que de fato se concretize, muitas discussões são concebidas no âmbito da sociedade brasileira, resultando em mudanças na educação que nos últimos anos tem se tornadas notórias.

Quando pensamos na elaboração de um currículo escolar precisamos levar em conta o principal objetivo da escola que é o aluno. Assim, precisamos levar em conta em que ambiente social essa escola, esse aluno está inserido, e partir daí uma proposta de trabalho que contemple o desenvolvimento intelectual e humano desse aluno que, como pontua Kelly (...) alguns educadores falam sobre o “currículo oculto” pelo que entendem aquelas coisas que os alunos aprendem na escola por causa do modo pelo qual o trabalho da escola é planejado e organizado, mas que não são em si mesmas claramente incluídas no planejamento e nem estão na consciência dos responsáveis pela escola.

Difícil assumir uma descrição única para o que é currículo, muitos intelectuais sugerem uma definição, mas após leitura deste artigo, entendo que uma significação que se aproxima é a colocação de John Kerr, que define o currículo como “toda a aprendizagem planejada e guiada pela escola, seja ela ministrada em grupos ou individualmente, dentro ou fora da escola” (Kerr, 1968, p. 16). Ou seja, um currículo de inclusão que proporcione a todos o acesso à cultura e ao conhecimento. Que parta do seu cotidiano e o leve ao conhecimento formal. 

É preciso que o coordenador pedagógico exerça de fato sua função de formador, buscando novas maneiras de aperfeiçoar as aulas, aliando teoria e prática. Também fica evidente que a base desta mudança na educação é o professor. Lucíola Santos (2008) afirma que:

“cabe ao professor refletir sobre o que está ensinando e suas contribuições para que os alunos adquiram diferentes formas de raciocínio, bem como construam o pensamento abstrato.”
(SANTOS, 2008:15)


Nessa ótica, é indispensável que o professor tenha claramente definido o para quê e o por quê ensinar. Ele precisa estabelecer qual a concepção de aprendizagem, de mundo e de homem embasa o seu trabalho, pois somente com esses fundamentos estruturados é possível construir uma proposta curricular que atende as necessidades de uma sociedade heterogênea e complexa.

Um currículo é moldado pela sociedade a que determinada escola contempla, desse modo não há como existir um currículo fechado e totalmente pronto. Ele deve se construir baseado no desenvolvimento social, tecnológico, político e cultural.

O professor deve ter consciência de seu papel diante de crianças sedentas de conhecimento e, buscar desenvolver aulas que estimulem o crescimento do raciocínio. Para tanto o coordenador pedagógico precisa exercer sua principal função dentro da escola: a de formador. Este profissional deve se afastar mais de atividades burocráticas dentro da Unidade Escolar e dedicar-se com mais ênfase na formação continuada dos professores, orientando-os no sentido de melhorar a qualidade da educação.

Na outra vertente, é preciso salientar que nós coordenadores pedagógicos ainda enfrentamos muitas dificuldades com relação à formação dos professores. Estes se sentem desmotivados frente aos obstáculos da prática, muitas vezes tem que se dividir em jornadas de trabalho tripla o que impossibilita terem tempo suficiente para estudo e reflexão da ação pedagógica. Nesse sentido, acreditamos que a construção de uma proposta curricular eficiente, deve contemplar também a valorização dos profissionais da educação.

Uma das principais funções da escola é garantir a apropriação de conhecimentos historicamente produzidos e para que essa proposta se materialize existe a necessidade da construção de um currículo salutar para a educação de qualidade que de acordo com as colocações de Avalo (1992) “uma concepção renovada de qualidade incorpora a crença em uma escola reformulada e ampliada assim como em uma ordem social mais justa e menos excludente”.

Para isso precisamos, enquanto formadores de opinião, estimular o aprendizado de nossos alunos, tendo como ponto de partida um currículo que contemple valores sociais, morais e éticos, um currículo que prepare nossos alunos não tão somente para o mercado de trabalho, mas, no entanto para a vida: vida em família, vida em comunidade, vida em sociedade. Um currículo que como define John Kerr 1968, é “toda a aprendizagem planejada e guiada pela escola, seja ela ministrada em grupos ou individualmente, dentro ou fora da escola”. Somente a partir de uma proposta curricular estruturada sem preconceitos e/ou discriminação conseguiremos organizar e privilegiar o conhecimento.


Ao elaborar e propor um currículo que se efetive de fato em crescimento intelectual, precisamos antes de tudo lançarmos um olhar sobre nossos alunos, sobre os possíveis alunos da comunidade que circundeia a escola. Precisamos considerar a inclusão social de crianças portadoras de necessidades especiais e vê-los iguais na capacidade de aprender. É prudente que tenhamos um leque de possibilidade para capacitar o acompanhamento da aprendizagem.

Diante disso, nós educadores, engajados na construção de uma proposta curricular que atenda a diversidade, precisamos urgentemente construir relações educativas pautadas nos princípios da ajuda mútua, do respeito, da solidariedade, na aceitação das diferenças. Uma boa estratégia para isso é o trabalho coletivo e diversificado, pois a escola como formadora de opiniões pode construir no seu cotidiano comportamentos que estimule o viver entre pares, dividir responsabilidades, produzir em grupo, valorizar o trabalho de cada como diferente e importante para se alcançar uma meta maior. Essas pequenas atitudes no ambiente escolar ajudam a tornar as nossas escolas mais inclusivas.

A escola infelizmente ainda é opressora e exclusiva e pensar na atualização do currículo é de suma importância para alcançarmos o objetivo de formar pessoas autônomas de pensamento e ação.
  


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Volume 1 – Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC, 1997

BRASIL. Orientações gerais para o Ensino Fundamental de nove anos, 2004.

BRASIL Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, 2001

BRASIL. Orientações para o Ensino Médio, 2004.

BRASIL Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil, 1999.

BRASIL. Parecer CNE/CEB Nº:7/2010. abr/2010.

KELLY. O que é currículo. In: O currículo. Teoria e Prática. São Paulo: Harbra, 1987.

KRAMER, Sonia. Propostas Pedagógicas e Curriculares: subsídios para uma leitura crítica. In: Educação e Sociedade, Ano XVIII, n.60, dezembro, 1997.


MOREIRA, A. F. B. Currículo: Questões Contemporâneas - Sobre a qualidade na educação básica In: Série Salto para o Futuro, out/2008

MOREIRA, A. F. B; CANDAU, Vera. Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos.In:http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE23/RBDE23_13_ANTONIO_FLAVIO_E_VERA_MARIA.pdf

SANTOS, Lucíola. Conhecimento Escolar. In Série Salto para o Futuro, out/2008




PARATINGA – BA,
 Janeiro de 2013

 
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Elisângela Chaves Ribeiro dos Santos
 

Plano de Intervenção Pedagógica na Escola Municipal Democrática Santo Antônio

“A Leitura no Contexto Escolar”

“... a alfabetização é a porta de entrada e a pedra de toque do sistema de ensino em seu conjunto”
Dermeval Saviani (2007, p. 1246).

APRESENTAÇÃO

Pensar na construção de um mundo melhor é saber compreender o que nos rodeia. Aprender a ler é não só uma das maiores experiências da vida escolar. É uma vivência única para todo o ser humano.
Produzir bons leitores é um desafio para escola em qualquer parte do mundo. Do ensino fundamental á universidade, professores se queixam de que a maioria dos alunos lê mal e não sabem usar os livros para estudarem. Pois educadores lamentam que o gosto pela leitura esteja desaparecendo: seja por falta de incentivo dos pais, seja pela maneira que o professor conduz a leitura na sala de aula. Enfim, o fato é que não há uma interação entre escola-professor-leitor para que crie um ambiente adequado á leitura e propicie ao aluno condições para que aprendizagem aconteça. E, como não pensar em gestão democrática numa escola que trás esse propósito em seu nome?

PROBLEMATIZAÇÃO

Observando os alunos em sala de aula, notou-se uma possibilidade de ampliar as situações de leitura dentro e fora do ambiente escolar. Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB de 2011 mostraram que os anos iniciais do ensino fundamental da rede municipal de Paratinga-BA tiveram nota 3,2 e não atingiu a meta que era de 3,6. A Escola Municipal Democrática Santo Antônio que é avaliada desde a 1ª medição do IDEB, teve altos e baixos, conseguindo superar sua meta apenas em 2007 em 0,1 pontos. Na última avaliação notou-se uma queda de 0,5 pontos em relação à nota anterior, ficando 1,2 abaixo da meta. Esse resultado é muito preocupante e leva-nos a questionar “o que podemos fazer para melhorar esses resultados?”

OBJETIVOS

Partindo das possibilidades de se utilizar à leitura como instrumento de aprendizagem cognitiva no processo de compreensão de textos pensou-se em desenvolver um Plano de Intervenção Pedagógica o qual proponha atividades leitoras no espaço escolar que promovam o bom desenvolvimento social e cultural do ensino/aprendizagem, despertando o gosto pela leitura.

JUSTIFICATIVA

A partir do resultado do IDEB 2011 da Escola Democrática Santo Antônio, iniciou-se uma análise reflexiva no qual resultou num planejamento de médio e longo prazo mais voltado à alfabetização das crianças até os 8 anos, pois sabemos que a criança que lê bem , consegue desenvolver melhor nas demais matérias.
Aprender a escrever, ler e calcular são objetivos primordiais na alfabetização e deles dependem os posteriores anos de vida escolar, pois uma criança que não consegue desenvolver as habilidades propostas na alfabetização sentirá dificuldades para assimilar as atividades apresentadas nos ciclos seguintes do ensino fundamental.
Fundamentado nas teorias Piaget apud Azenha (2000, p. 29) observa-se que toda criança tem um esquema de assimilação que evolui de acordo com a etapa de desenvolvimento que atravessa. Desse modo não se pode alfabetizar uma criança em apenas um ano, pois alfabetizar é um processo que depende do desenvolvimento de várias aptidões. E, é neste contexto que o professor dá sua contribuição propondo ao aluno inúmeras situações que exijam o uso da leitura.
Procurar atender algumas da Diretrizes Educacionais do Plano de Metas Compromisso Todos Pela Educação, melhorando o desempenho leitor dos alunos da Escola Democrática Santo Antônio justifica a elaboração deste plano de intervenção.

METODOLOGIA

Para o bom desenvolvimento deste Plano sugere-se a aplicação de situações de leituras e interpretações individuais e/ou coletivas de textos, gravuras, filmes, livros, gibis, revistas, também atividades como teatro, recital de poesias, dentre outras atividades que necessitem do uso da oralidade, ou seja, inúmeras atividades que despertem nas crianças e professores o hábito de leitura, contribuindo assim para o crescimento intelectual dos envolvidos.

PÚBLICO ALVO

O público alvo a ser atendido serão os alunos do Ensino Fundamental Um, da Escola Municipal Democrática Santo Antônio, dos turnos matutino e vespertino e consequentemente a família e toda a comunidade escolar.

AVALIAÇÃO
A avaliação é o momento de analisar o que foi proposto e de repensar o que não deu certo no decorrer do projeto. Desse modo a avaliação ocorrerá periodicamente ao final de cada quinzena, numa roda de bate papo entre professor e alunos, onde ambos irão expor suas opiniões em relação as atividade leitora proposta dentro do planejado.

REFERENCIAS

Todos os textos indicados como Leitura obrigatória.

AZENHA, Maria da Graça. Construtivismo. 7 ed. 2ª impressão. São Paulo: Atica, 2000.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & Lingüística. 10 ed. São Paulo: Scipione, 2000 (5ª impressão).

DECRETO 6094/2007. Brasília, 24 de abril de 2007; 186o da Independência e 119o da República.

SAVIANI, Dermeval. Educ. Soc., Campinas, vol.28, n. 100 – Especial, p. 1231-1255, out. 2007. Disponível em http:// www.cedes.unicamp.br




PARATINGA - BA
28/10/2012


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Elisângela Chaves Ribeiro dos Santos
 

MEMORIAL – TEE

Experiências significativas de uso das
TCIs - Tecnologias de  Comunicação e Informação
como ferramentas pedagógicas.

“Sabe-se que não existe ensino sem que ocorra a aprendizagem e esta não acontece senão pela transformação, pela ação facilitadora do professor, do processo de busca do conhecimento, que deve sempre partir do aluno” ( Antunes, 2001, p.36).

Ao longo da história, o homem vem desenvolvendo aptidões que buscam facilitar a vida. Em oposição às antigas metodologias de ensino onde o aluno era mero receptor de conhecimento e o professor um transmissor ausente as necessidade da criança, é que começa a surgir à necessidade de inovação na área educacional introduzindo o uso de novas metodologias e, dentre elas o uso das Tecnologias de Informações e Comunicações – TICs no cotidiano escolar.
Nesse contexto trazemos aqui anotações de uma atividade de produção escrita intitulada “Produção escrita no mundo virtual”, desenvolvida na Escola Municipal Democrática Santo Antônio.  Uma escola pequena com 05 salas localizada na periferia da cidade. O espaço escolar é destinado ao ensino fundamental 1 ( 1º ao 5º ano) atendendo crianças de baixa renda, em sua maioria oriundas de famílias desestruturadas com vasto histórico de exclusão social. O ambiente escolar destinado à recreação é limitado e não há nenhum espaço nas redondezas que possa ser destinado ao lazer. A escola não possui laboratório algum e, para desenvolver esta atividade com TCIs foi planejado uma aula diferente, em outro ambiente, levando os alunos para o CTI – Centro Tecnológico de Informática Municipal, que não fica muito distante da escola, mas é preciso agendar dia e orário. Entretanto, faz jus citar aqui as palavras de Pretto & Costa Pinto que afirmam:
(...) já que a escola e todo o sistema educacional passam a funcionar com outros tempos e em múltiplos espaços, diferenciados. Não deixa de ser, no entanto, esse um rico momento para repensarmos as políticas educacionais na perspectiva de resgatar a dignidade do trabalho do professor, com a retomada de sua autonomia e, com isso, experimentar novas possibilidades com a presença de todos os novos elementos tecnológicos da informação e comunicação. (Pretto & Costa Pinto p. 24).

Neste contexto, foi selecionada uma turma de 5º ano, do turno matutino para desenvolver uma atividade de produção textual em web site. O compartilhamento de diferentes e, modernas formas de se produzir um texto utilizando as TCIs, pensando na realidade de nossas salas de aula, justificou a elaboração e desenvolvimento do projeto  “Produção escrita no mundo virtual”, visto que nossos alunos não têm contato com computador em casa e nem na escola. Também foi determinante o fato de se notar uma dificuldade/resistência dos alunos na hora de se produzir um texto nos meios convencionais.
A sociedade está imersa numa grande revolução tecnológica que tem se refletido também na educação. Nesse contexto a escola tem procurado introduzir as TCIs no dia-a-dia educacional usando-as como uma aliada e aproveitando tudo o que elas podem proporcionar para o bom desenvolvimento do ensino/aprendizagem.
Fazer uso das TCIs na sala de aula favorece a aproximação de gerações: os professores são obrigados a ensinar e aprender paralelamente a seus alunos. Situação que nos remete à fala de Miranda na qual diz que: “A Internet pode facilitar esta aprendizagem colaborativa, se o professor criar projectos onde alunos (e outros adultos) possam realizar actividades, resolver problemas em cooperação e participar em tarefas comuns” (MIRANDA).
Para essas gerações que estão se desenvolvendo lado-a-lado das TCIs é mais fácil compreender e fazer uso das inovações que surgem quase que diariamente. Já para o professor que recebeu uma educação “analógica” fica a responsabilidade de mediar a troca de conhecimentos de uma maneira mais atrativa, que prenda a atenção de crianças, jovens e adultos.
Nas atividades de leitura, assim como da escrita, as crianças aprendem com mais facilidade através dos jogos do que em muitas lições de folhas escritas. Nesse contexto objetivou-se estimular os alunos, de maneira lúdica, a desenvolverem a escrita e a criatividade utilizando editores de textos na web site, tendo o computador e a internet como agentes mediadores da aprendizagem, nas atividades de leitura e escrita. Almejou-se ainda atingir os seguintes objetivos específicos: Explorar com os alunos novas possibilidades de aprendizagem; Apresentar aos alunos um ambiente escolar tecnológico; Incentivar a participação dos alunos na escola; Promover a leitura e produção de textos; Estimular a criação de produções escritas através das TCIs - Tecnologias da Informação e do Conhecimento;
Procurando ministrar aulas motivadas as quais despertem a curiosidade e estimulem o aluno, é que o jogo começa a ser visto como instrumento eficaz de ensino, pois “O jogo ajuda-o a construir novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.” (Antunes, 2001)”.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto foi dividida nas etapas seguintes:
1.  A professora iniciou o trabalho de estudo apresentando alguns exemplos de  gêneros textuais: textos jornalísticos e de revistas, contos, crônicas e histórias em quadrinhos;
2.  Os alunos assistiram DVD com estórias em quadrinhos;
3.  A professora sugeriu aos alunos a leitura em sala de aula de alguns exemplares de gibis da turma da Mônica;
4.  Foi sugerido aos alunos que, em duplas realizassem uma produção textual criando uma estória em quadrinhos;
5.      Os alunos do 5º ano matutino foram levados (numa 1ª visita) para o  CTI – Centro Tecnológico de Informática Municipal, haja vista que a escola não possui laboratório de informática, e lá, com o auxílio dos monitores, manusearam o computador;
6.      Numa 2ª visita ao laboratório, e com a utilização do Data show foi explicado o passo- a -  passo de como transcrever suas estórias criadas em sala, para a Web site Máquina de Quadrinhos;
7.  Os alunos transcreveram suas estórias na web site, introduzindo as imagens pré-selecionadas.
O projeto foi executado durante todo o 2º bimestre com atividades interdisciplinares semanais tendo por base o seguinte Cronograma de atividades realizadas:
Estratégia Pedagógica
Período de Execução
Duração
Mídias utilizadas
Apresentação do projeto à equipe escolar, professores, pais e alunos.

Início do 2º bimestre

1 reunião



Computador,
DVD ,
Data Show,
Slides,

Aula expositiva caracterizando alguns gêneros textuais.

1ª e 2ª semanas

4 aulas
Filme em DVD com estórias em quadrinhos.

3ª semana

1 aula
Produção textual
3ª e 4ª semanas
3 aulas

Aulas práticas no CTI
5ª, 6ª e 7ª semanas
3 aulas

Reflexão sobre as produções realizadas no projeto.

8ª semana

1 aula

A realização deste projeto foi cheia de desafios. A primeira dificuldade encontrada foi a ausência de um ambiente tecnológico na escola, possuindo apenas um computador de uso administrativo.  Consequentemente os professores não se animaram muito com a proposta, uma vez que além de não se sentirem preparados e motivados para lidar com as tecnologias da informação e comunicação (TCIs) eles ainda precisariam sair de sua zona de conforto (a escola) e acompanhar seus alunos até o Centro Tecnológico de Informática municipal.
Apesar de irmos a um Centro de Informática, o que teoricamente nos faz imaginar que lá tudo funciona em harmonia, encontramos aparelhos com defeitos, o que obrigou os alunos a desenvolverem suas atividades em duplas e/ou trios.
Essa união em si é boa, pois estimula a troca de experiências entre os alunos.  Além disso, a conexão de internet é muito lenta, o que acabava por dispersar um pouco a atenção dos alunos. Mas, Pretto & Costa Pinto afirmam que:
“A escola, e voltamos aqui a falar dela, passa a ter que conviver com uma meninada que se articula nas diversas tribos, que opera com lógicas temporais diferenciadas, uma juventude que denominamos, em outros textos, de geração alt+tab, 5 uma geração de processamentos simultâneos...” (Pretto & Costa Pinto p. 24).

Assim destacamos aqui que o professor precisa se ajustar a situações como estas e ter sempre um plano “B” e, aproveitar todo esse dinamismo das crianças.
Apesar dos obstáculos, esse projeto foi de suma importância para a introdução de muitos dos nossos alunos no mundo virtual. De maneira lúdica os alunos produziram textos, trocaram experiências com os colegas e professores.
É função do professor, transmitir as informações acumuladas durante séculos de civilização. No entanto os avanços tecnológicos, mais precisamente o uso das TCIs vieram para facilitar esse trabalho, pois uma visita a um museu que fica do outro lado do mundo pode acontecer em um clik; uma pesquisa numa enciclopédia se torna  mais atrativa quando visualizamos também imagens diversas.
No momento destinado à reflexão foi possível notar, nos relatos de professores e alunos, que a atividade mudou a maneira de manusear as TCIs. Os professores vivenciaram a experiência de levar os alunos de encontro às TCIs. E, os alunos passaram a  enxergar o mundo através de uma nova janela.Conseguimos despertar nos alunos e principalmente nos professores o interesse em fazer uso com mais frequência das TCIs na sala de aula. Assim, é possível dizer que o resultado foi satisfatório, dada as circunstâncias.
Nos dias atuais o uso de TCIs, na escola vem crescendo cada vez mais, e para tanto é preciso uma atualização constante do professor. O planejamento dessa formação é atribuído ao coordenador pedagógico: profissional que tem sofrido diretamente o impacto do uso das tecnologias de comunicação e informação no  seu trabalho,  este que ainda não tem uma função definida na escola, mas que não podemos negar  sua relevante importância  na mediação da  organização do ambiente escolar.
Fazendo uma descrição da problemática da formação permanente de professores hoje em nosso país, talvez não seja exagero dizermos que vivemos um impasse expresso na oposição entre as expectativas dos formadores de professores e dos próprios professores em relação ao desenvolvimento profissional. Assim, no centro desse quadro temos o desencontro de ponto de vistas peculiares às atividades específicas desses dois grupos comprometidos com a educação brasileira. De um lado, coordenadores pedagógicos apontam como principal empecilho para o seu trabalho a falta de autonomia, de motivação e uma comunicação ineficiente. Por outro lado, há uma queixa muito comum dos professores de que cursos de formação são muito teóricos e pouco tem auxiliado a provocar transformações e, suas práticas pedagógicas no cotidiano da sala de aula.
No entanto, estudiosos pontuam que a formação, permanentemente é um tema que tem sido muito discutido atualmente no mundo todo. Vários estudos práticos estão sugerindo que, embora os momentos de conhecer novas teorias sejam importantes por ampliarem ou aprofundarem o saber do professor, eles não incidem necessariamente em seu saber, fazer isto é a transformação efetiva de sua prática em sala de aula, pois, deixam de lado um tipo de conhecimento imprescindível para a prática do docente. Nessa ótica o coordenador pedagógico precisa ter conhecimento do uso de TCIs, estar consciente de sua importância na educação atual e posteriormente propor ao professor o uso de mídias na escola, uma vez que  os alunos já nascem imersos na era digital. Para isso o coordenador precisa estar integrado nessa teia globalizada de informações, trazendo para a escola propostas de trabalhos educacionais voltados para o uso de novas tecnologias. Como afirma Perrenoud,
“Formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação das redes de procedimentos e estratégias de comunicação”. (Perrenoud, 2000)

Assim, os professores são colocados em um contexto de aprendizagem, aprender a fazer fazendo: errando, acertando, tendo problemas a resolver, discutindo construindo hipóteses, observando, revendo, argumentando, tomando decisões e pesquisando.
Dentro de uma perspectiva educacional sabe-se que o professor pode utilizar as novas tecnologias para apresentar conteúdos em todas as matérias da grade curricular e, é nesse ponto que o coordenador pedagógico atua, mostrando ao docente que existem outros meios, mais interativos e até mesmo lúdicos para estimular e desenvolver habilidades nos alunos. Nesse contexto o papel do coordenador é ser essencialmente um elo estimulador entre professores e alunos, capaz de produzir um clima de fascínio e encanto em torno de atividades com o uso das TCIs, desafiando os alunos a pensar, estimulando a construção de esquemas inteligentes e geradores de soluções, produzindo e oferecendo para isso desafios à imaginação e a criação.
Portanto, em uma atividade com TCIs é necessário que o coordenador pedagógico estimule o professor a  utilizar recursos que proporcionem o desenvolvimento da inteligência de seus educandos, quando estes mobilizam sua ação intelectual, para que possam construir esquemas racionais gradativamente mais aperfeiçoados.
Refletindo sobre o que foi exposto até aqui, constatamos que o coordenador pedagógico é um mediador, um organizador do tempo, do espaço escolar, das atividades, dos limites, das certezas e até das incertezas do dia-a-dia de professores e alunos em seus processos de construção de conhecimento. É ele quem intermedia  a criação e recriação da proposta político - pedagógica e para que ela se concretize, crítica e dialética, este coordenador pedagógico deve ter competência técnica, conhecimento, habilidades e atitude para fazê-la.  O uso de aparatos tecnológicos em sala de aula tem ajudado a desenvolver habilidades diversas. Verificamos também que a escola ainda não está preparada para o uso de TCIs, falta recursos seja físico: computador, data show, entre outros, seja humano: qualificação dos professores, monitores especializados em TCIs, etc., fato que não nos desabilita de buscar alternativas e outros espaços.
Assim, ambicionamos para nossas escolas equipamentos com o mínimo de qualidade e profissionais preparados para fazer uso das novas tecnologias a favor da educação. Alimentando a expectativa do avanço simultâneo entre a educação e a sociedade.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS


ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. 9 ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

BRASIL. Tecnologias digitais na educação. Série Salto para o futuro. 2009
CARNEIRO.M.L.F. Construindo uma oficina virtual de Novas tecnologias em educação - cinted,ufrgs. V 5. n2. Dez 2007.

Lynn Alves. Relações entre os jogos digitais e aprendizagem: delineando percurso In: Educação, Formação & Tecnologias; vol.1(2); pp. 3-10
LUCKESI, Cipriano Carlos et al. Educação e ludicidade. Salvador: Gepel, 2000.

MIRANDA, Guilhermina Lobato.Limites e possibilidades das TIC na educação. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, pp. 41‑50.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar, Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage, Paris, ESF, 1999).

PORTO, T. M. E. As tecnologias de comunicação e informação na escola: relações possí-veis... relações construídas. Revista Brasileira de Educação, jan/abr, 2006, v.11 n.31. 2006.
Pretto, Nelson; da Costa Pinto, Cláudio.Tecnologias e novas educações.Revista Brasileira de Educação, vol. 11, núm. 031, janeiro-abril, 2006

QUEIROZ, Vera C. MUSTARO Pollyana Notargia. Uso Pedagógico de Ferramentas e Serviços Digitais Gratuitos. Disponível em http://www.educared.org 2006. Acesso em 17 de setembro de 2012.

Revistas Nova Escola edições: junho /julho 2009, agosto 2010,

Revistas Nova Escola Gestão Escolar: agosto/setembro 2012.

Site:    www.maquinadequadrinhos.com.br

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Oração do Orientador Educacional

Fazei Senhor, com que eu esteja sempre disponível a colaborar com a construção de uma nova educação;
Que eu tenha ouvidos para ouvir todos os que me procuram: cada pai, cada mãe, cada aluno, cada professor;
Que eu desenvolva a capacidade de somar
experiências e dividir conhecimentos,
contribuindo para a construção de uma Escola mais humana; E que eu cale no momento adequado,
treinando a minha habilidade de saber ouvir;
Que eu mantenha um sorriso nos lábios e ofereça a todos que , me procurarem dando-lhes o aconchego da alma; Só assim, Senhor conseguirei ser um profissional eficiente e
colaborador para com a minha comunidade e a educação na qual acredito. Amém!

Fonte: Leila de Andrade


Os caminhos da coordenação pedagógica e da formação de professores

21 de Agosto: Dia do Coordenador Pedagógico

21 de Agosto: Dia do Coordenador Pedagógico